Biotecnologia e robótica: invenções que conciliam ambas

A biotecnologia tem contribuído para diversos avançados e descobertas na robótica. A união de biologia e tecnologia, que constitui a biotecnologia, trouxe avanços significativos para áreas como medicina, neurociência e também para a computação. Devido a isso, ela tem levantado debates por parte de diversos especialistas como cientistas, transumanistas e futurólogos.

Mas o nosso foco hoje aqui é apresentar os avanços que ela trouxe para a área da robótica, através de algumas invenções que combinam ambas.

 

A incrível raia-robô

Por meio da engenharia mecânica e da engenharia biológica cientistas conseguiram desenvolver uma raia robô capaz de realizar padrões de movimentos bastante realistas.

Esse ciborgue foi criado usando um esqueleto mecânico em forma de raia e usando o tecido muscular do coração de ratos. Assim os responsáveis pelo desenvolvimento da raia-robô conseguiram fazer com que a sua mobilidade chegasse a se bem próxima a de uma raia de verdade.

 

Androids com aparência incrível

Desde os tempos antigos que os humanos imaginam seres robóticos agindo e se misturado com os seres humanos. Mas essa realidade pode estar muito próxima.

Hiroshi Ishiguro, roboticista japonês e diretor do Laboratório de Robótica Inteligente da Universidade de Osaka, Japão, apresentou o que seria um android de si mesmo com aspectos bastante avançados.

Ainda há muito o que se feito, mas esse é um grande passo. Especialista dizem que num futuro próximo esses clones ou androids poderão viver entre os seres humanos e desempenhar as mais variadas funções.

 

Computadores de DNA

A revista Nature Nanotechnology publicou um artigo onde fala sobre um avanço dos cientistas israelenses nas pesquisas sobre os computadores de DNA, que se tratam de máquinas capazes de processar informações por meio do DNA.

O que esses cientistas conseguiram foi fazer um sistema responder a algumas perguntas simples e outras mais completas tendo sido alimentado com preposições simples.

Do mesmo modo que os chips de computador podem ser construídos a partir de portas lógicas que fazem a execução de funções matemáticas, elas também podem ser construídas por meio de DNA. E esse DNA, que é rico em informações, consegue se conectar a fim de executar funções matemáticas dentro das células.

Por meio disso, robôs conhecidos como “DNA Walkers” podem realizar movimentos lógicos. E como, com isso, também seria possível fazer com que moléculas traçassem rotas para uma altura da cadeira através das enzimas, seria possível auxiliar médicos e enfermeiros na aplicação de medicamentos de forma bastante precisa em certas áreas do corpo.

Dentre as vantagens, além da ampla capacidade de armazenamento, temos o baixo custo, uma vez que desenvolver circuitos e processadores a partir de DNA é algo muito barato.

Mas existem ainda alguns desafios que precisam ser vencidos, tais como as limitações dos comandos que se podem ser realizados e também que esse produto poderia ser usado apenas uma vez.

 

O sucesso com a optogenética

A optogenética trata-se de uma técnica de investigação da genética que faz uso de recursos ópticos. O que faz aqui é jogar um feixe de luz sobre uma célula fotossensível e, em seguida, observar como o circuito neural se comporta como resultado da luz entrando em contato com o material.

Os átomos ou íons possuem canais em suas membranas celulares, e é por meio desses canais que acontecem os movimentos que resultam nos sinais neurais.

Com a ajuda da biotecnologia, pesquisadores extraem proteínas sensíveis a luz de organismos que as possuem, como é o caso de certos tipos de algas. E essas proteínas são codificadas no seu DNA por genes específicos.

Por meio de métodos oriundos da terapia genética, então, esses genes são injetados nos neurônios de animais e, assim, os cientistas conseguem que as células seja ativadas e desativadas quando são expostas a luz. Desse modo, isso poderá ajudar não apenas a analisar a atividade cerebral, mas também a controlar as funções cerebrais.

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